Arquivo da categoria ‘Uncategorized’
090731-0003
Agosto 3, 2009Carnaval do Passopreto
Abril 30, 2009
Blackbird Carnival
grafite sobre diário gráfico
2009
ainda vai rolar uma aquarela por cima…
Carnaval do Passopreto
Abril 30, 2009
Blackbird Carnival
grafite sobre diário gráfico
2009
ainda vai rolar uma aquarela por cima…
A Visita – lápis –
Janeiro 3, 2009
Grafite sobre papel – posteriormente comberto de saliva e ferrugem.
Exposto na Galeria Piloto da UnB na Coletiva dos professores ‘Provocações’ em 2005.
Caleidoscópio
Janeiro 3, 2009
Grafite sobre papel
Exposto na Galeria Piloto da UnB na Coletiva dos professores ‘Provocações’ em 2005.
Invertendo o ‘da Vinci invertido’
Janeiro 3, 2009
Grafite sobre papel.
Exposto na Galeria Piloto da UnB na Coletiva dos professores ‘Provocações’ em 2005
Enforcado
Janeiro 3, 2009
grafite sobre papel
2006
Sobre mal gosto, feiúra e grotesco
Fevereiro 3, 2008
Essa é uma tentativa oportunista de focar e intensificar a teoria acerca das representações grotescas e seus (benéficos) reflexos psicológicos.
É uma tentativa oportunista de levantar testemunhos contrários a essas idéias que me parecem tão certeiras e essenciais, como se fossem componentes de alguma charada divina – do divino enquanto especulação mental -.
É uma tentativa oportunista de levantar esses pensamentos para que alguém os leve adiante, para onde eles tenham força para produzir as modificações perenes, já que eu sou um incompetente, e talvez ter essas idéias seja pretensão demais da minha parte.
É uma tentativa oportunista de se discutir um assunto de peso intelectual da forma mais despretensiosa, porque intelectual de cu é rola.
Dando bois aos nomes:
Mal Gosto é um termo provisório para designar uma segmentação ou prolongamento do grotesco. Adotei o termo calcado na significação de mal, substituindo o mau de uso comum da expressão. Se mau gosto vem em oposição ao bom gosto – apurado, requintado, adequado às exigências da moda e dos costumes[1]- indicando um deslize, ignorância ou uma incapacidade, então mal gosto seria a oposição do bem, estaria mais orientado para o maligno e perverso, indicando uma crueldade intencional.
Somos todos por natureza cruéis.
Feiúra, o contrario da beleza, vem de referencia ao livro de Umberto Eco ‘A História da Feiúra’, donde inevitavelmente colarei diversos enxertos para a saudável discussão do feio.
Grotesco poderia ser uma forma rebuscada de se dizer feiúra, mais aplicada as artes (plásticas, literatura, musica e cênicas), que costumam pedir essa pompa. Grotesco é um termo cuja significação nas artes vem sendo alterada desde o século XV, que nomeava as pinturas ornamentais antigas encontradas nas escavações da Itália. Mais tarde no século XVI ainda designava um estilo de ornamentação, mas englobando em seu significado o sogni dei pittori, que já era do conhecimento de Albretch Dürer: “mas tão logo alguém queira realizar sonhos, poderá misturar todas as criaturas umas com as outras”[2]. Na mesma época na Alemanha, a mistura do animalesco e do humano, o monstruoso vieram como as características mais importantes do grotesco. Daí em diante o grotesco se estendeu também à literatura e no século XVII onde foi aplicado com um nexo mais amplo, no Dicionário da Academia aparecia a seguinte entrada: “Il signifie fig. Ridicule, bizarre, extravagant (…)”. No século XVIII, num dicionário alemão-francês grotesco significava o mesmo que singular, desnatural, aventuroso, esquisito, engraçado, ridículo, caricatural e coisas semelhantes.[3] Hoje a significação mais ampla do grotesco é a que se dá pela oposição ao belo.





